sexta-feira, 27 de maio de 2011

Esse negócio de bullying e kit anti-homofobia já encheram o saco.

Parece que virou moda dizer que sofreu bullying ou que se é homossexual.

Ontem mesmo vi no Record News: União Homo-Afetiva (estava escrito assim mesmo). Que porra é homoafetiva? Alguém diz heteroafetiva? É uma união afetiva e pronto. Pouco me importa se são homos ou heteros envolvidos na união.

Estão exacerbando tudo que é relativo a homossexuais. Se um homossexual é agredido na esquina ele foi agredido porque é gay e as pessoas acham mais revoltante.

Se for hetero dizem que o crime ocorreu porque a pessoa é hetero?

E é nisso que pioram ainda mais a situação. O gay é um cidadão comum tanto quanto um hetero e qualquer ato de e contra qualquer cidadão que transgrida a lei deve ser revoltante.

Com o bullying o papo é o mesmo. Todo dia aparece um famoso qualquer dizendo que sofreu bullying. Para começar, acredito que ninguém conhecia essa palavra 1 ano atrás.

O louco que matou 12 crianças na escola em Realengo cometeu aquela barbárie porque sofreu bullying na escola e estava revoltado. Brincadeira.

Durante minha vida escolar zuei vários amigos e fui zuado por diversas vezes. Rolaram discussões? Sim. Brigas? Sim. Mas nada que não fosse resolvido logo. O grupo sempre foi de amigos e a amizade imperava acima de todas as coisas.

Querem colocar na cabeça das crianças que o amiguinho(a) que beija outro amiguinho(a) é uma pessoa normal. O gordinho da sala, o magrinho, o que usa óculos, o negro, o índio, o alto, o baixo, o branco e o amiguinho que beija a amiguinha e vice-versa também são crianças normais.

Oras, isso é óbvio. Todos são normais. O que não entendem é que não é preciso kits e coisas afins para isso. É preciso ensinar sobre civilidade, respeito ao próximo. É preciso fazer com que as escolas eduquem.

Daqui a pouco irão fazer kits anti-assassinato, anti-sequestro, anti-estupro, anti-tudo...

O respeito à vida em sociedade está minguando. Esse é o problema.

A cada ano aumenta o número de jovens que cada vez mais cedo bebem álcool, aumenta o número de jovens mortos nas estradas, jovens assassinados, envolvidos com drogas, os casos de brigas, e por aí vai. Se são homossexuais ou não, se sofreram bullying ou não pouco importa. São todos jovens e cidadãos. Bem, deveriam ser.

Sabemos que a intolerância, o preconceito, a falta de respeito e as barbáries da sociedade possuem raízes muito mais profundas.

Nossos jovens precisam aprender a ser cidadãos. Nossa sociedade deve aprender a ser uma sociedade.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte

Você sabia que o dia 25 de maio é considerado o Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte?

Pois é, a lei federal nº 12.325/2010 foi instituída em 15 de setembro do ano passado e o dia 25 de maio passou a ser formalmente o Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte e da Liberdade de Impostos.

13 cidades do país estão oferecendo produtos sem a carga tributária estimada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. Tem posto em Brasília com gasolina a R$ 1,63.

Bom será se a data passar a ser mais que um dia de protesto e trabalhar a conscientização da população para forçar o governo a rever a carga tributária. Não é preciso zerar a tributação. Cobrança justa é o que o povo quer.

Existe um projeto de lei que visa separar o valor do imposto do preço final do produto fazendo com que o consumidor saiba quanto está pagando de impostos e sua aprovação é importantíssima. Não só para saber o quanto o governo mete a mão no nosso bolso, mas também para fazer com que as empresas não ajam à moda Casas Bahia.

Sabe a onda do quer pagar quanto? Veja lá quanto custa o preço final do produto no boleto. É uma pena que o brasileiro ainda é inocente e apenas vê se a prestação cabe no bolso.

Ah, a data foi escolhida porque marca o dia em que o brasileiro deixa de trabalhar para pagar tributos ao governo.

Pensamento: Trabalhamos cinco meses para pagar tributos ao governo. O governo trabalha quantos meses para oferecer alguma coisa consistente para a gente?


terça-feira, 24 de maio de 2011

Flamengo é Flamengo. Não precisava o Ronaldinho dizer. Todo rubro-negro sabe.

Do blog do RicaPerrone

Um Domingo Qualquer

Era um dia frio, sem chuva.  Seria um dia chato, não fosse o Maracanã lotado e a expectativa de um título. Ele não era fanático, sequer tinha visto o estádio lotado na vida, até então.  Tinha 13 anos e torcia, timidamente, para o Palmeiras, apesar de morar no RJ.
Naquele domingo seu pai o levou na final.  De bandeira, camisa e ingresso na mão, chegou assustado com a multidão. Entrou faltando 15 minutos pra começar e, quando olhou em volta, disse: “Pai, quantas pessoas tem aqui?!?”.
- Muitas, filho… uma nação inteira, disse o pai.
Aquela multidão explodiu em faixas, bandeiras e papel picado minutos depois.  O garotinho se encolheu com medo e sentou.  Com 1 minuto de jogo a torcida levantou e não deixou que o guri visse mais nada. Ele ouvia, sentia, mas não assistia.
Seu pai, rubro-negro fanático, não tinha muita esperança de que seu pivete palmeirense um dia se envolvesse com futebol. Jamais mostrou grande interesse, e só torcia porque tinha um amigo que era palmeiras.
O Flamengo saiu ganhando, mas não bastava. Tinha que ser com 2 gols de diferença, ou nada. Seu pai explicou que “faltava um”, e o garotinho não entendeu. Afinal… vitória não é vitória de qualquer jeito?
Sofreu um gol, e ele não tirou sarro do pai como sempre fazia. Ficou triste, como que contagiado pela multidão. O outro lado, 40% do estádio apenas, fazia barulho, e ele ouvia o silencio da nação a sua volta. Segundo ele, o silencio mais dolorido que já escutou na vida.
O Flamengo fez o segundo, e o garotinho, se envolvendo com o jogo, vibrou. Pulou no colo do seu pai e o abraçou como se fosse um legítimo urubuzinho.
Não era, ainda.
A torcida começou a cantar o hino, que ele sabia de cor de tanto ouvir o pai cantar.  Pela primeira vez, cantou num estádio, e fez parte da nação. A angustia de milhares não passou em branco. Em mais alguns minutos o garotinho suava e já rezava de mãos grudadas ao peito.
O Flamengo virou, mas não bastava.
40 minutos do segundo tempo. Mesmo com 2×1 no Placar, a nação ouvia gozações do outro lado. Ele não entendia, e fez o pai explicar, mesmo num momento dramático do jogo.
Atencioso, o pai sentou e contou pro garoto que o Flamengo precisava ter 2 gols de vantagem, porque a vitória por um gol empataria a soma de 2 jogos, e o empate era do rival. Ele não entendeu bem, mas simplificou em sua cabeça: “Mais um e ganharemos”.
Opa… “ganharemos”?  Ele não era palmeirense?
E então, aos 43 minutos, onde alguns já se mexiam na direção da saída, uma falta do meio da rua.  Seu pai vibrou e ele questionou: “O que foi? Foi pênalti!? “
- Quase isso, filho!! Dali pro Pet é pênalti!!, profetizou o pai, ignorando a distancia da falta.
A cobrança… o silencio eterno de 1 segundo e a explosão.  Gol do  Flamengo! Petkovic! E seu pai o abraça como nunca abraçou em toda sua vida. Pula, joga o garoto pra cima, beija, chora…
O garotinho, numa mistura de susto com euforia, olha em volta e, de braços abertos, comemora em silencio um gol que não era dele.  Sem razão, ele chora. E chorando, abraça o pai que, preocupado, rompe a alegria e pergunta: O que foi? O que foi? Se machucou?
- Não…  Eu to feliz, pai!
Sem mais palavras, o pai sentou e abraçado ao garotinho deu um abraço de tricampeão. O jogo acabou, e os dois continuaram abraçados.
A festa rolando, os dois assistindo a tudo aquilo emocionados, o garotinho absolutamente embasbacado com a cena, já que nunca havia visitado um estádio lotado, muito menos uma decisão. O pai olhava pro campo e pro filho, porque sabia que, talvez, aquele fosse seu único momento na vida onde teria a imagem de seu garoto comemorando um titulo do time dele.
E chorava, sem vergonha nenhuma de quem estivesse em volta.
O menino foi embora pensativo, eufórico. Em casa, contou pra mãe com uma empolgação incomum sobre tudo que viveu naquela tarde. E não falava do jogo, apenas da torcida.  Iludido por uma frase, contou pra mãe:
- Aí, no finalzinho, teve um pênalti! E o Flamengo fez o gol…
- Não filho… não foi pênalti! Foi de falta.
- Mas você disse que foi pênalti…
- Era modo de falar…. hahahahahah
- Então, mãe…  aí, o cara fez o gol e a gente foi campeão!!!
Pronto. Aquele “a gente” fez o pai parar de colocar cerveja no copo, virar a cabeça lentamente e perguntar, com medo da resposta:
- A gente, filho?
(silencio…)
- É pai! O Mengão!!!!!
Emocionado, o pai abraçou o garoto e não falou nada. Ali, seu maior sonho virava realidade. A mãe entendeu, deixou os dois na cozinha e saiu de fininho, enquanto o pai começava a contar de uma outra final que viveu em mil novecentos e bolinha, com toda a atenção do novo rubro-negro.
Hoje o garoto  tem 21, completados há alguns dias.
Quando seu pai perguntou o que ele queria de presente este ano, a resposta foi essa:
- Dois ingressos, uma bandeira, a camisa nova e ver você chorando igual aquele dia.
E há quem diga que “futebol é bobagem”…


Abs,
RicaPerrone
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O moleque que não sabia muito bem das coisas virou um gênio. Virou Flamengo.




segunda-feira, 23 de maio de 2011

Provavelmente vocês já viram o vídeo do depoimento da professora Amanda Gurgel. Mesmo assim, coloco ele por aqui.

Leci Brandão - Anjos da Guarda

sábado, 14 de maio de 2011

Fielzão a quem mano?

As notícias sobre os preparativos da Copa de 2014 parecem uma brincadeira de mau gosto ou um pesadelo que estamos tendo acordados. Infelizmente a alegria que tomou conta de todos quando do anúncio oficial ainda em outubro de 2007 – sim, outubro de 2007 – já passou. E acho que ela só voltará quando a bola começar a rolar. A gente sabe como Copa do Mundo é bacana.

Dia após dia vemos os casos dos estádios com problemas de projeto, financiamento, licitação e por aí vai. As cidades mal começaram, se é que começaram, a trabalhar na tão falada melhoria da infraestrutura (transportes, acomodações, tráfego, aeroportos e blábláblá).

O medo da robalheira existe desde o anúncio oficial e vários e vários posts podem ser destinados a uma porção de casos (tentarei escrever alguns) que nos deixam com a pulga atrás da orelha. Quer dizer, se para bom entendedor meia palavra basta a pulga já saiu de trás da orelha faz tempo. Os absurdos estão aí. Vão deixar tudo pra cima da hora para dar um pontapé nas licitações e superfaturarem os projetos.  

A moda da estação é o tal do Fielzão. Nome ridículo para se dar para um estádio de futebol. Ok é em homenagem à torcida do Sport Club Corinthians Paulista, mas não deixa de ser um nome idiota.

As questões políticas são absurdas em torno da sede paulista para a Copa. A Copa das Confederações já possui suas cinco sedes e o nosso coração financeiro foi deixado de lado. Ressaltando que não é apenas por questões financeiras que São Paulo deva ter a abertura ou deva ser sede. 12 dos 21 últimos títulos brasileiros foram parar em mãos paulistas. De 2002 a 2010 foram 6 títulos.

Deveríamos ter 10 sedes, mas como o brasileiro sempre arruma um jeito e Ricardo Teixeira (tem mais poder que Brasília inteira) é o cara, deu-se um jeitinho para empurrar mais duas. O Morumbi foi descaradamente vetado de qualquer participação na Copa. A guerra com a CBF há tempos já foi declarada e como punição inventaram situações mil para que o estádio estivesse fora.

A abertura para o Fielzão entrar no jogo foi dada. O estádio tinha projeto para uma capacidade de 48 mil pessoas e com custo estimado na casa dos R$ 300 a R$ 350 milhões. O acordo entre o clube e a construtura Odebrecht estava sacramentado e o Corinthians negociaria o naming rights e repassaria à construtora. O que faltasse, o clube teria dez anos para poder pagar.

Não se falou em verba pública até então. Mas com a vontade de se ter São Paulo como abertura começaram a idealizar o estádio de nome feio para tal. Nada de Morumbi e nada de Arena Palestra Itália que já está sendo construída e estará pronta antes de 2014. Bateu-se o pé e o estádio é o Fielzão.

A Fifa obriga o estádio de abertura a ter no mínimo 65 mil lugares o que obriga uma mudança de projeto. O custo inicialmente seria de R$ 170 ou R$ 180 milhões a mais, mas posteriormente chegou-se ao valor de R$ 700 milhões.  Hoje, a construtora chegou a um novo cálculo e o custo seria de R$ 1 bilhão para realizar todas as exigências da Fifa. O Real está desvalorizado ou a Fifa exige demais?

Quando o valor era uns milhões a menos o presidente corinthiano disse que não aceitaria dinheiro público e que conversaria com a CBF, com a Fifa, com a prefeitura e o governo do Estado para ver o que seria possível e não perder a abertura. BNDES estamos aí.

Agora ele já admite perder a abertura da Copa. Com o prazo se esgotando para o início das obras, uma vez que, é preciso 36 meses para a construção do estádio está arriscado até mesmo de São Paulo não ter sede.

Como disse anteriormente, desde 2007 sabemos que teremos a Copa do Mundo em nosso território e 4 anos depois a maior cidade deste país ainda não tem a definição sobre seu estádio.

Deveria ser condição básica a qualquer funcionário público o respeito aos princípios da administração pública. Parece que nosso país é mestre em escrever e não cumprir o que se determina. As disputas políticas são sempre maiores do que qualquer tentativa de se agir de maneira correta e a vantagem é sempre vista de modo pessoal. Os conceitos morais e éticos são muitas vezes simplesmente esquecidos.

A questão do estádio corinthiano é muito maior do que de onde sairá a verba para a construção. O descaramento do jogo político é evidente e o desrespeito com a população está atingindo níveis insuportáveis.
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Em tempo: CBF utilizará os amistosos contra Holanda e Romênia no Serra Dourada e no Pacaembu respectivamente para fazer um ensaio para a Copa das Confederações e Copa do Mundo.
> Goiânia não é sede e o Pacaembu também não;
> Segundo a CBF muitos serviços não serão oferecidos ou serão parciais.

Em tempo II: Os ingressos para o jogo contra a Holanda custarão de R$ 150,00 a R$ 800,00. Eles ainda acham que vão jogar em casa: Londres. 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Filme - Megan is Missing

Ontem, resolvi assistir a um filme e o escolhido foi Megan is missing.  Coloquei sem pretensão alguma. A idéia era apenas ver filme e eu nem ao menos me lembrava da sinopse. Logo no começo vi que era baseado em fatos reais – o que normalmente aguça a curiosidade do telespectador, pelo menos a minha sim.

O filme gira em torno de duas amigas de 14 anos que frequentam algumas festinhas - não lembro de nos meus 14 anos frequentar festinhas daquelas – que conversam sobre um bocado de coisas e estão sempre conectadas na internet. Até que uma conhece um cara na internet, marca um encontro e acaba desaparecendo.

Pode não parecer nada demais, mas a forma como o diretor retrata as relações e conduz o filme me chamou bastante atenção. Até parei o filme umas duas vezes para procurar saber mais a respeito. No site sobre o filme tem um bom número de informações.

O filme foi feito tomando como base ocorrências reais e segundo o diretor as falas do filme são baseadas em conversas reais de jovens meninas de 13 e 14 anos em chats da internet.

Acho que ele abre uma interessante discussão sobre a liberdade dada pelos pais, as amizades e sobre os loucos que se escondem pela rede.

Página oficial do filme: http://findmegan.com/

terça-feira, 10 de maio de 2011

Você sabia?

11% de toda a água doce da terra está no Brasil;

16% de toda a água enviada ao mar pelos rios do planeta sai da bacia Amazônica;

34 milhões de litros de água cada brasileiro teria, por ano, à sua disposição, considerando-se toda a reserva de rios, lagos e aquíferos do país. 17 vezes mais do que a ONU considera uma média confortável de consumo;

10% da população brasileira, ou 19 milhões de pessoas, não tem acesso à agua tratada;

35 milhões de brasileiros vivem sem coleta de esgoto.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Rombo de partidos nas eleições será coberto com verba pública

de o Estado de S. Paulo

Os rombos que o ano eleitoral de 2010 deixou nas contas do PT e do PSDB serão integralmente cobertos por recursos públicos em 2011, graças à manobra do Congresso que, em janeiro, elevou em R$ 100 milhões os repasses da União para o Fundo Partidário.

Depois de bancar parte da campanha presidencial de Dilma Rousseff, além de outros candidatos a governos estaduais e ao Congresso, o PT chegou ao fim de 2010 com um déficit de quase R$ 16 milhões - número divulgado semana passada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas receberá cerca de R$ 16,8 milhões extras neste ano graças ao incremento do Fundo Partidário, aprovado por unanimidade pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso e nem sequer debatido pelo plenário.

No caso dos tucanos, a receita extra será exatamente igual ao déficit nas contas de 2010: R$ 11,4 milhões. Como o PSDB tem uma dívida pequena de eleições anteriores, de cerca de R$ 500 mil, com essa ajuda poderá até encerrar o ano com superávit.

No total, o Orçamento da União destinará este ano R$ 265 milhões para o Fundo Partidário, ao invés dos R$ 165 milhões previstos. Mas os líderes partidários acharam pouco. Em uma articulação cuja paternidade nunca foi reivindicada, eles turbinaram o Fundo Partidário em 56% em termos reais, o maior aumento anual desde 1995, quando foi fixado em R$ 0,35 por eleitor.
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Quem é que paga a conta?

domingo, 8 de maio de 2011

Guns N` Roses - You Could Be Mine

Exterminador do Futuro 2. Provavelmente o melhor filme de ação já feito. Clássico!


Seria muito bom ter o verdadeiro Guns de volta.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Álcool ou gasolina?

Essa pergunta passou a ser bastante frequente desde 2003 quando foi lançado pela primeira vez um carro com motor flex – o Gol Total Flex. De lá para cá a desconfiança que inicialmente existia acabou.
Hoje, com as vendas do mercado automotivo batendo recordes a cada mês as vendas dos carros flex só estão a aumentar. É bastante difícil encontrar um carro produzido no país que seja vendido exclusivamente com motor à gasolina e os que são com certeza já estão encaminhando seus novos motores.
A grande vantagem pensada na época era a de que o cidadão poderia escolher como bem entendesse com qual combustível  abasteceria e parecia que a briga pela redução nos preços de nossos combustíveis seria positivo para o consumidor. O velho papo da concorrência.
Mas a vida não é tão simples assim. A escalada dos preços dos combustíveis é crescente, a produção da cana não acompanha o aumento do número de veículos vendidos no país e os aumentos do petróleo nos deixam ainda mais preocupados. É, tem a velha questão dos impostos também.
Só que algo que pouco vem à tona, pelo menos eu não vejo muito, é o quão ruim é a eficiência de nossos motores. Os combustíves vendidos aqui – etanol, gasolina e diesel – são ruins, mas saber que possuimos um motor movido à alcool com o mesmo consumo de 20 anos atrás é ridículo. Nesse quesito os motores à gasolina são melhores resolvidos, mas ainda podemos avançar. Não acho que carros que façam 10 km/l dentro da cidade sejam um exemplo de eficiência. No estado atual das coisas até podem ganhar esse rótulo.
Somos os precursores da tecnologia “flex” e não parece que avançamos muito desde a sua implantação. O fato de ser caro o desenvolvimento de motores mais eficientes ajuda para a estagnação. Pode ser que isso mude se for levado adiante a idéia de se incentivar a produção de motores movidos a etanol mais eficientes através de financiamentos ou redução/isenção de tributos que o governo está estudando e que já estaria sendo discutido junto as montadoras.
Outro ponto é que o consumidor sempre se acomodou porque o etanol ainda era bastante vantajoso só que com a necessidade de o seu preço não ultrapassar 70% do preço da gasolina para poder valer a pena e com seus constantes aumentos isso hoje é problemático. A questão ambiental também passou a ter uma relevância bastante grande nessa discussão.
A indústria tem trabalhado para aumentar a autonomia dos automóveis e os governos estão passando a forçar mais esse aumento. Em 2009 o governo Obama anunciou que até 2016 os carros produzidos por lá deverão percorrer no mínimo pouco mais de 15 km/l de gasolina.
Vamos torcer para que isso nos ajude bastante e que as melhoras que ocorram por lá acabem chegando por aqui. Sem esquecer que é preciso que façamos nossa parte e discutamos para que não dependamos da boa vontade de ninguém e nem da mudança dos outros.

Nosso bolso e o meio ambiente vão agradecer.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Quanto custa um filho?

Calma, não passaram a vender crianças em um balcão qualquer ou naquelas máquinas em que só precisa colocar a moedinha.

Entrando no site do IG vi uma notícia sobre o quanto custa um filho até ele completar os 23 anos de idade que é a idade média em que se sai da faculdade. No atual momento isso me pareceu bastante relevante. Quando se acessa a matéria existe uma ferramenta criada por eles com base em um estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing. Eles fazem um cálculo baseado em suas escolhas em diversas áreas e aplicam as taxas do IPCA de 2009 e 2010.

Bem que eu deveria ter encontrado isso antes...

Vai ser só na base do amor e carinho mesmo!

Dêem uma olhada seguindo o link:
http://delas.ig.com.br/comportamento/diadasmaes/quanto+custa+um+filho/n1596903473859.html

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Osama?

Que a morte do homem mais procurado do mundo é um marco histórico mundial e que isso será exposto em todos os veículos de comunicação é um fato.
Para nós brasileiros, é bom que não existam terroristas de nenhuma espécie e que as guerras ensandecidas existentes por aí acabassem. O Bush é um terrorista? Os EUA são a Al Qaeda do ocidente? Deixa pra lá…
Sinceramente, para mim, mais importante do que ver a notícia da morte de Osama seria não ver os casos de violência em praticamente todos as cidades em que houveram jogos decisivos ontem pelo Brasil. Não é tão fácil encontrar porque a morte do terrorista é muito mais importante e também porque briga em estádios e fora deles já são mais que costume para nós.
Ontem, nossas cidades foram palco da violência gratuita entre torcedores (torcedores não, marginais) de times adversários. Chegam ao estádio com a necessidade de serem escoltados pela polícia para não causarem o pandemônio nos arredores dos estádios ou nos caminhos até ele.
No RJ houveram confrontos entre as torcidas de Flamengo e Vasco com 1 morto, 10 feridos e mais de cem detidos. Em Goiás houve um caos generalizado em vários pontos antes e depois do jogo entre Goiás e Vila Nova com briga dentro de campo entre jogadores e com torcedores mortos. Em São Paulo, brigas entre palmeirenses e corinthianos.
É impressionante a falta de capacidade de organização dos eventos futebolísticos no país e a completa falta de entendimento de um bando de marginais que não conseguem ver que é preciso ter limites e que o futebol é um espetáculo do esporte e não de brigas e mortes.
Nossos governantes querem a Copa do Mundo aqui ou acolá, dizem que ela irá melhorar muita coisa, que é importante para o desenvolvimento do país, mas não conseguem realizar sem problemas um simples jogo de futebol.
As preocupações, raivas ou apenas a maldade da vida não podem ser levadas para a rua por pessoas que acham que eventos como esse são a oportunidade ideal para “desestressar”.
Nossos mensageiros de briga e morte seguem soltos sem punições exemplares (não é preciso fazer o que fizeram com Osama). É preciso criar consciência, tomar vergonha na cara e prender os bandidos.

*Pensamento: Usar uma camisa diferente da do outro nos torna o quê?

domingo, 1 de maio de 2011

Música de Domingo à Noite - Gonzaguinha - O que é, o que é?


O que é, o que é?

Eu fico com a pureza das respostas das crianças:
É a vida! É bonita e é bonita!
Viver e não ter a vergonha de ser feliz,
Cantar,
A beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será,
Mas isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita!
E a vida? E a vida o que é, diga lá, meu irmão?
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida? Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo,
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo,
Há quem fale que é um divino mistério profundo,
É o sopro do criador numa atitude repleta de amor.
Você diz que é luta e prazer,
Ele diz que a vida é viver,
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é, e o verbo é sofrer.
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé,
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser,
Sempre desejada por mais que esteja errada,
Ninguém quer a morte, só saúde e sorte,
E a pergunta roda, e a cabeça agita.
Fico com a pureza das respostas das crianças:
É a vida! É bonita e é bonita!
É a vida! É bonita e é bonita!