segunda-feira, 6 de junho de 2011

Meio Ambiente

Ontem, 05 de junho, foi o Dia do Meio Ambiente. A conscientização para o cuidado com o meio ambiente cresce um pouco a cada dia. Só que parece que não a uma taxa suficiente. O papo de que cada um precisa fazer sua parte pode parecer clichê, mas é real.  A competição do meio ambiente com a vida moderna e seus anseios no momento é extremamente desonesta. Nesse ponto somos todos culpados.

Segue abaixo, interessante texto da revista NatGeo de abril de 2011.
http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/edicao-133/plastico-poluindo-oceanos-622080.shtml

Mar plastificado



O plástico é um dos maiores poluentes em todos os oceanos, uma praga invisível.
Por Liana John
Foto de L.F. Martini (mapa)

Os giros oceânicos. A rotação da Terra e as diferenças de temperatura nos oceanos geram um movimento circular contínuo das correntes marinhas. Assim, como se estivesse em um ralo, o lixo plástico flutua em círculos cada vez menores em torno do centro do giro.
Uma semana a bordo. Nenhum continente ou ilha fica a menos de mil quilômetros do ponto em que estamos agora. No meio do Atlântico Sul, a tripulação do veleiro Sea Dragon avalia que o oceano parece limpo. Mas a miragem se desmancha nas mãos do cientista americano Marcus Eriksen, do projeto 5 Gyres: após deslizar um coletor por uma hora na superfície da água, ele exibe uma coleção de fragmentos de plástico.

Os mares do mundo foram invadidos por uma praga quase invisível, o lixo plástico, em boa parte arrastado das cidades pelo curso dos rios. Os resíduos não chegam a formar ilhas flutuantes, mas uma fina camada de fragmentos está presente em todo o percurso da expedição - 3,5 mil quilômetros entre o Rio de Janeiro e a ilha de Ascensão, uma possessão britânica. Nem uma vez recolhemos o coletor sem plástico. Em viagens pelos maiores giros oceânicos do mundo, o 5 Gyres obteve os mesmos resultados. O que varia é a densidade de fragmentos (mapa acima).

O lixo é mais nocivo do que aparenta. Enquanto viaja, o plástico entra em contato com os poluentes orgânicos persistentes (POPs), uma categoria de contaminantes de longa duração no ambiente - caso do pesticida DDT e das dioxinas. "Um fragmento de plástico circulando há alguns anos no mar chega a ter uma concentração de POPs 1 milhão de vezes maior que a água a seu redor", diz Eriksen.

Isso acontece porque esse lixo e os poluentes têm a mesma origem - o petróleo - e possuem afinidade química. Assim, os organoclorados dispersos na água aderem ao plástico "viajante". Pobre do animal que engolir a mistura indigesta: não conseguirá metabolizar o plástico e sofrerá os efeitos da contaminação.

Vazamentos e naufrágios são fontes de lixo e POPs, mas apenas de uma ínfima parte. "A grande maioria dos resíduos sai de cidades e lixões em terra. São despejados diretamente nos rios ou carregados pelas enxurradas até terminar no mar", conta Eriksen.
--
Vale muitíssimo a pena ler também sobre matéria da mesma edição da revista que fala sobre a acidez dos oceanos.
http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/edicao-133/mar-acido-622075.shtml

Um comentário:

  1. Os antigos povos entendiam a importância da natureza. Por isso a veneravam.
    Temos que buscar em seus ensinamentos, a condição para vivermos e convivermos num ambiente harmônico...

    ResponderExcluir