Vendo a recente revolta na Inglaterra fico me perguntando se o brasileiro vive em estado catatônico. Parece não enxergar e entender nada que acontece ao seu redor. Me parece sempre indiferente a tudo.
Claro que não se pode protestar com o intuito de provocar mais violência e matar e ferir pessoas inocentes. Qualquer revolta que gere isso se torna inútil e impossível de ser apoiada.
Só que fica uma lição interessante. Os casos de brutalidades policiais, como a do ônibus alvejado por policiais nessa semana no Rio de Janeiro mostram que o povo brasileiro é bastante pacífico(?). Não falo por esse caso especificamente, mas por todos os outros aos quais estamos acostumados. Costume. Esse é o grande problema.
Acostumamo-nos a ver roubos, assassinatos, extorsões, estupros e barbáries afins com a mesma incredulidade e perplexidade que temos quando vemos um filme comendo pipoca e tomando refrigerante. Quem nunca ouviu: Só no Brasil mesmo. Ser pego é o problema. Faça mas faça bem feito. ABSURDO, não é?
Os baderneiros ingleses estão sendo julgados em tempo recorde (são presos e já julgados para coibir novos atos infracionais) igualzinho como ocorre no Brasil onde na última quarta-feira um juiz pediu desculpas a uma mãe pela demora de 10 anos para a sentença dos policiais que atropelaram, não prestaram socorro e mataram seu filho de 16 anos que andava de mobilete. O caso ocorreu há 13 anos.
Quantos casos iguais não existem por esse país? O problema não é nem tanto em ser preso. O problema é não ser julgado. Em não permanecer na cadeia. O problema é uma justiça macia que passa a mão na cabeça de marginais e encurrala aqueles que querem apenas viver e conviver harmoniosamente em sociedade. Que intima e pune pessoas inocentes.
Lembram do Mizael? Assassino da Mércia Nakashima? Teve prisão decretada e sumiu. Conseguiu habeas corpus e apareceu. Teve prisão decretada novamente e nunca mais foi visto.
A justiça é cega. Nossa justiça é cega e capenga.
Quiçá um dia ela enxergará e servirá para punir e prender os verdadeiros infratores.
Quiçá um dia ela enxergará e verá que a sociedade clama por justiça e que pouco importa se o réu é branco, negro, rico, pobre, influente ou não. E que o bem social, que a paz e a JUSTIÇA verdadeira estão acima de tudo.
Antigamente os pais enviavam os filhos para a Europa para se educarem. Hoje, infelizmente os exemplos de outros países não nos ajudam a tomar consciência.
ResponderExcluirO país cresceu e o povo não evoluiu. É mais fácil ficar indiferente, pois a impunidade é latente.
Enquanto não houver manifestação da população nada mudará...