A última década foi a mais quente desde 1850;
88% das cerca de 9 bilhões de toneladas de carbono lançados na atmosfera todos os anos vêm da queima de combustíveis fósseis e da fabricação de cimento. O restante vêm do desflorestamento;
75% das emissões de dióxido de carbono emitidos pelo Brasil advém dos desmatamentos e das queimadas que ocorrem sobretudo na Amazônia. Isso nos deixa como um dos principais emissores globais. EUA e China, que são os maiores, possuem a queima de combustíveis fósseis como maior vilão;
2010 bateu um novo recorde de emissão de dióxido de carbono na atmosfera. Antes de nossa era industrial o ar nunca teve mais que 275 partes por milhão de dióxido de carbono. Hoje, a taxa é de 390 partes por milhão. Os cientistas consideram 350 ppm o limite seguro.
--
Matéria bastante interessante da revista National Geographic do mês de setembro sobre o Evento Máximo Termal do Paleoceno-Eoceno (PETM, na sigla em inglês) que "foi uma maciça e repentina, em termos geológicos, liberação de carbono. Durou mais de 150 mil anos até que o excesso de carbono fosse reabsorvido. Provocou secas, inundações, pragas de insetos e extinções de espécies. A fauna terrestre sobreviveu – na verdade, prosperou –, mas tornou-se diferente."
A temperatura média anual da época aumentou 5ºC por ano. Sendo maior do que todo o aquecimento registrado desde a última Era Glacial. Temperatura menor que as previsões para os séculos seguintes se a queima dos combustíveis fósseis permanecerem inalteradas.
--
Alarmismo? Acredito que não. É bom que nos preocupemos e que vejamos que mesmo a longo prazo (mesmo que o longo prazo aí sejam 50, 100 ou mais anos) é preciso haver medidas de controle. Pode parecer piegas falar sobre futuras gerações, mas ninguém gostaria de estar aqui se as futuras gerações forem passar por maus bocados.
http://viajeaqui.abril.com.br/materias/ponto-de-ebulicao
Nenhum comentário:
Postar um comentário