Muito se falou nesses dias sobre o acidente entre o Fiat Idea e o Peugeot Escapade ocorrido na Zona Sul de São Paulo na madrugada do dia 1 e que vitimou uma mulher grávida e o bebê que ela esperava. Muito se falou da irresponsabilidade do motorista do Peugeot que estava alcoolizado.
Ontem descobriu-se através de uma das câmeras de monitoramento do trânsito que o marido da grávida avançou o sinal vermelho e por isso a colisão aconteceu.
A irresponsabilidade do motorista bêbado e a necessidade de puni-lo são indiscutíveis. Só que 2 coisas me chamaram a atenção.
A primeira foi o fato de a polícia não ter feito o exame para constatar se o marido da vítima havia ingerido bebida alcoólica também. Foi visto que existiam bebidas alcoólicas no outro carro e sendo assim, com certeza a culpa foi do condutor do carro em que as bebidas estavam. Ele estava visivelmente alcoolizado (exames feitos no hospital comprovaram o consumo de álcool). Foi o que todos nós achamos. A polícia não pode agir através dos achismos. Deve ter imparcialidade e profissionalismo. Uma falha muito grave ocorreu.
A segunda coisa que me chamou a atenção foram as seguidas falhas que permitiram que o condutor do Peugeot continuasse apto a dirigir. Ele já vinha respondendo a processo por embriaguez desde 2010, não poderia nem ter renovado a sua habilitação, mas mesmo assim estava por aí bebendo e dirigindo. Achei interessantíssima a colocação do jornalista Ricardo Boechat do Jornal da Band ao afirmar que a conta pelo acidente também está nas costas de todos aqueles do poder judiciário e do Detran que permitiram que o rapaz estivesse apto para dirigir.
Infelizmente 2 vidas se foram em mais um trágico acidente de trânsito. Espero que elas não virem apenas estatística e que a justiça faça seu papel.
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