Quando escrevi o post anterior fiquei me perguntando: Que porcaria de imposto é esse CIDE? É cada imposto maluco. E fui procurar sobre os impostos cobrados no Brasil. Meio que bateu o desespero e bem que eu deveria ter ficado sem ver os absurdos de nosso querido país. Os tributos (impostos, contribuições, taxas e coisas afins), comumente chamamos tudo isso de imposto, estão em todas as esferas (federal, municipal, estadual, bairral, e quantos al tiver) e são dos mais variados tipos. Até pensei em elencar vários aqui, mas seria uma completa perda de tempo colocar uma lista dos inúmeros assaltos ao esfolado bolso do contribuinte brasileiro.
Lembro que certa vez em uma aula de Cultura Organizacional, eu e meu amigo Leandro, quase fomos expulsos da sala de aula pelos nossos colegas de classe e pela professora que nos chamou de coronéis apenas por afirmarmos que as leis trabalhistas engessam a economia desse país. Gostaria de me retificar com todos que estavam presentes naquele dia por nosso engano. Não é apenas o custo trabalhista que engessa nossa economia. Mesmo que as empresas banquem um custo de 102% sobre a folha de pagamento transformando esses encargos nos mais caros do mundo, o que obviamente prejudica a criação de empregos, peço desculpas por minha errônea afirmação, pois o custo trabalhista não é o único causador de nosso empacamento econômico.
Na verdade, a carga tributária brasileira consome 37% das riquezas do país e somado ao déficit do nosso governo (muitos investimentos?) esse percentual chega a 40%. Dirão, e é bem verdade, que a precariedade da infraestrutura brasileira, com a falta de mão-de-obra, os juros altos – mais uma vez os maiores do mundo – o baixo investimento em tecnologia e um montão de outras coisas que precisam melhorar também estrangulam nosso desenvolvimento e competitividade.
De acordo com a edição 987 da Revista Exame pág 37 a soja brasileira por exemplo, custa 37 dólares a menos por tonelada que a americana para ser produzida. Só que do transporte da fazenda para o porto isso cai por terra e a nossa soja chega ao destino final custando 53 dólares a mais. Outro ponto é que quando falamos em produção em larga escala sempre lembramos da China e de como é desleal a competição com seu custo altamente reduzido. Exemplo dado nesta mesma edição da revista mostra que um biquini para ser produzido no Brasil custa apenas 1 dólar a mais que o produzido na China. Entretanto, com o acréscimo dos encargos trabalhistas passa a custar 4 dólares a mais que o Chinês inibindo qualquer possibilidade de uma melhor competição para nossos produtos.
Quer um exemplo absurdo e de difícil compreensão? Como é possível um Celta produzido no Brasil e exportado para a Argentina ser vendido lá a um preço final de R$ 19.350,00 a versão topo de linha com motor 1.4 quando no Brasil essa mesma versão só que com motor 1.0 começa em pouco mais de R$ 29 mil? O motor a diesel do C3 que faz mais de 20km/l e que também vai para lá é produzido em Porto Real no Rj.
Basta pegarmos qualquer conta/ fatura que chega mensalmente em nossas casas para vermos a quantidade de taxações a que somos submetidos. O pior é que em muitos casos as taxações são feitas mais de uma vez em cima do mesmo produto. De uns tempos para cá quando passamos nossas compras no caixa do supermercado vemos fora as informações do produto que estamos comprando um percentual fixo, se não estou enganado, de 17% de sei lá o que. Oras, todo esse produto já foi taxado desde o produtor até o beneficiador passando pelos intermediadores e eu como consumidor final pago além dos impostos que foram embutidos no preço, a turma tem que ganhar algum, mais 17% de seja lá o que for?
É, parece piada, mas infelizmente é a dura realidade de um povo que precisa trabalhar praticamente 5 meses só para pagar impostos.
Lembro que certa vez em uma aula de Cultura Organizacional, eu e meu amigo Leandro, quase fomos expulsos da sala de aula pelos nossos colegas de classe e pela professora que nos chamou de coronéis apenas por afirmarmos que as leis trabalhistas engessam a economia desse país. Gostaria de me retificar com todos que estavam presentes naquele dia por nosso engano. Não é apenas o custo trabalhista que engessa nossa economia. Mesmo que as empresas banquem um custo de 102% sobre a folha de pagamento transformando esses encargos nos mais caros do mundo, o que obviamente prejudica a criação de empregos, peço desculpas por minha errônea afirmação, pois o custo trabalhista não é o único causador de nosso empacamento econômico.
Na verdade, a carga tributária brasileira consome 37% das riquezas do país e somado ao déficit do nosso governo (muitos investimentos?) esse percentual chega a 40%. Dirão, e é bem verdade, que a precariedade da infraestrutura brasileira, com a falta de mão-de-obra, os juros altos – mais uma vez os maiores do mundo – o baixo investimento em tecnologia e um montão de outras coisas que precisam melhorar também estrangulam nosso desenvolvimento e competitividade.
De acordo com a edição 987 da Revista Exame pág 37 a soja brasileira por exemplo, custa 37 dólares a menos por tonelada que a americana para ser produzida. Só que do transporte da fazenda para o porto isso cai por terra e a nossa soja chega ao destino final custando 53 dólares a mais. Outro ponto é que quando falamos em produção em larga escala sempre lembramos da China e de como é desleal a competição com seu custo altamente reduzido. Exemplo dado nesta mesma edição da revista mostra que um biquini para ser produzido no Brasil custa apenas 1 dólar a mais que o produzido na China. Entretanto, com o acréscimo dos encargos trabalhistas passa a custar 4 dólares a mais que o Chinês inibindo qualquer possibilidade de uma melhor competição para nossos produtos.
Quer um exemplo absurdo e de difícil compreensão? Como é possível um Celta produzido no Brasil e exportado para a Argentina ser vendido lá a um preço final de R$ 19.350,00 a versão topo de linha com motor 1.4 quando no Brasil essa mesma versão só que com motor 1.0 começa em pouco mais de R$ 29 mil? O motor a diesel do C3 que faz mais de 20km/l e que também vai para lá é produzido em Porto Real no Rj.
Basta pegarmos qualquer conta/ fatura que chega mensalmente em nossas casas para vermos a quantidade de taxações a que somos submetidos. O pior é que em muitos casos as taxações são feitas mais de uma vez em cima do mesmo produto. De uns tempos para cá quando passamos nossas compras no caixa do supermercado vemos fora as informações do produto que estamos comprando um percentual fixo, se não estou enganado, de 17% de sei lá o que. Oras, todo esse produto já foi taxado desde o produtor até o beneficiador passando pelos intermediadores e eu como consumidor final pago além dos impostos que foram embutidos no preço, a turma tem que ganhar algum, mais 17% de seja lá o que for?
É, parece piada, mas infelizmente é a dura realidade de um povo que precisa trabalhar praticamente 5 meses só para pagar impostos.
Recebi um e-mail de minha cunhada sobre um vídeo postado no youtube. Tem muito a ver com o assunto do post e resolvi colocá-lo aqui também. É bacana e vale a pena dar uma olhada.
Rapha,
ResponderExcluirMuito legal seu texto, concordo plenamente. Para aumentar o debate sugiro a leitura dos posts do #papoDeHomen abaixo:
O doidinho ai do video (Filipe Neto) foi se explicar:
http://papodehomem.com.br/o-precojusto-e-um-manifesto/
Outro a se considerar é o:
http://papodehomem.com.br/preco-justo-nao-faz-sentido/
Abraços
Que bom que tenhas gostado.
ResponderExcluirJá estava pensando em falar um pouco mais sobre o assunto e irei dar sim uma continuidade no tema.
Os textos dos links são muito interessantes.
Excelente. Tá dito o que milhares não tem coragem. Mas sentem no Bolso...
ResponderExcluirHoje fui no mercado e vi lá 1 dz de ovos brancos, por R$ 5,10. Pensei: CARALHO!!! Na semana passada estava em promoção, por R$ 2,15. É mais um presente pós 1o. de maio. O povo comemorando e o governo "enfiando". Com a morte do oSama pelo oBama o preço da gasolina deve disparar. Pq? Prevenção do governo meu velho. Quem sabe não vem outro atentado terrorista. Monopólio é isto. Viva a Petrobrás. Viva o Governo. E foda-se o povo...