Como todos sabem Orlando Silva agora é o ex-ministro dos esportes.
O que poucos podem lembrar é que ele é o sexto ministro a cair no governo Dilma. Constituindo assim um recorde negativo que seu governo consegue porque nunca se teve tantos ministros afastados por suspeita de corrupção.
O primeiro foi Antonio Palloci da Casa Civil, depois Alfredo Nascimento do Ministério dos Transportes, Nelson Jobim do Ministério da Defesa, Wagner Rossi da Agricultura, Pedro Novais do Turismo e Orlando Silva dos Esportes.
Muitos acreditam que essa pode ser uma faxina realizada por Dilma no combate a corrupção mas não podemos esquecer-nos que foi ela mesma quem os indicou. São ministros que já vieram do governo anterior ou entraram pela força política do ex-presidente. Então, não se pode dizer que não se conhece os envolvimentos dos ex-ministros. São velhos conhecidos. Só para citar um exemplo, Palloci já vem envolvido em escândalos desde o governo anterior.
Teoricamente o cargo de ministro é de extrema importância e deve haver bastante cuidado nas indicações. Dessa forma, é ingenuidade do povo acreditar que ela não é responsável por essas crises que estão pairando sobre o planalto.
Não a estou acusando de ser cúmplice porém, é revoltante ver que SEIS ministros já caíram por suspeitas de corrupção. Um ou dois dentro de um universo com mais de 30 ministérios você pode acabar irrelevando só que presidente nenhum pode se dar ao luxo de em 10 meses de governo ver que 6 ministros caíram dessa forma. Algo não está nos eixos. Espero que isso sirva para consertar o que não está.
Concordo plenamente com o que diz Gustavo Kuerten, o Guga, sobre a indicação de Aldo Rebelo ao Ministério dos Esportes:
"Acho INACEITÁVEL o fato de ministérios pertencerem a partidos! Compromete demais a eficácia, como mudar isso? Será que botar um especialista técnico como ministro com suporte político não seria mais eficiente que o inverso?"
Li em uma edição da revista Exame desse ano que trata exatamente do fato de não haverem técnicos no papel de ministros e como isso de certa forma freia a atuação do ministério para o desenvolvimento de sua área de atuação. Ajudaria muito a melhorar a mão do governo sobre determinado assunto.
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