No post anterior repliquei informação que li na Revista Exame sobre a questão de pagarmos mais e levarmos menos. E pensei na relação entre o carro mais vendido na Alemanha - Golf 1.4 com ar-condicionado e airbags - e o mais vendido no Brasil - Gol 1.0 com bancos e volante.
Pagar mais e levar menos tem sido a sina do brasileiro. A concorrência está um pouco maior e isso ajuda fazendo com que as montadoras revejam seus preços e/ou a oferta padrão de itens que anteriormente eram vendidos apenas como opcionais. Mas ainda há muito caminho pela frente para se atingir uma oferta que seja baseada em preços justos.
O governo poderia ajudar nesse quesito. Comentei em post do ano passado que ao invés de se aumentar o IPI para as montadoras que não estiverem dentro das regras impostas o governo poderia diminuir o imposto para aquelas que estivessem de acordo com suas regras. Isso ajudaria muito, mas não resolveria todo o problema.
Isso porque, e acredito que seja o principal, o consumidor brasileiro ainda não percebeu que deve utilizar-se de seu poder como agente ativo nas relações de mercado e política. Saber que possui capacidade para dizer não ao que achar abusivo. Debater, mobilizar, concordar, discordar, enfim. Participar. Essa participação é o que move a sociedade. Seja para o lado bom ou não.
Ficando especificamente no caso dos automóveis.
Ficando especificamente no caso dos automóveis.
Lembro bem que antes de o Veloster da Hyundai ser lançado as notícias que eu lia era a de que o valor da versão topo de linha seria de aproximados R$ 68 mil. Quando chegou nas concessionárias o valor já estava na casa dos R$ 75 mil para a versão de entrada e ultrapassando os R$ 80 mil na topo de linha.
O aumento no preço de um bem pode ser explicado pela questão da novidade, pela lei da oferta e da procura, por causa da inovação? Sim. Existem milhares de variáveis que compõem o preço de um produto. A precificação é algo sério. Mas nesse caso nada que não seja o simples fato do colar colou para justificar o preço abusivo. Se o consumidor paga, ótimo.
O Renault Duster chegou em novembro do ano passado para concorrer com o Ford Ecosport e já no mês de dezembro ultrapassou em número de vendas o carro da montadora americana que até então reinava absoluto e sem concorrentes.
Resultado? A Ford iniciou política de descontos de até R$ 10 mil.
Como assim até R$ 10 mil? Pois é.
Bem, se eles estão dando esse desconto é porque realmente podem dá-lo sem lhes causar prejuízo, correto?
E porque não é uma política comum? Porque os preços não são menores?
Simplesmente porque NÓS pagamos.
Ainda não nos vemos como o principal agente participante das relações de mercado. No caso dos automóveis isso fica evidente quando pagamos R$ 70 mil em um carro achando que estamos andando em um carro de luxo quando na verdade ele não passa de carro de entrada que na verdade deveria custar em torno de R$ 30 mil e andamos em carros de R$ 30 mil que não passam de carroças.
A construção de carros globais como forma de reduzir os custos das montadoras fará com que plataformas mais modernas e mais alinhadas com o que existe em outras partes do mundo desembarquem por aqui mesmo que com alguns anos de atraso como no caso do Cruze. A obrigatoriedade do uso de airbags e abs, que deveriam ser itens padrão há séculos, também é muito bem-vinda.
As regras de segurança, de emissão de poluentes, os combustíveis, as ruas e estradas também devem ser condizentes com um país que quer pleitear um lugar ao Sol e que se enche de orgulho ao dizer que é um dos maiores mercados automobilísticos do mundo.
E para melhorar mais nós precisamos conhecer nossa relevância em tudo isso.
Os sites são só para que conheçam o que é ofertado nos outros países. Não façam conversões. Não fiquem tristes.
http://www.ford.com/
http://www.toyota.com/
http://www.gm.com/
http://www.fiat.com/cgi-bin/pbrand.dll/FIAT_COM/home.jsp
http://www.renault.com/pages/index.aspx
Ainda não nos vemos como o principal agente participante das relações de mercado. No caso dos automóveis isso fica evidente quando pagamos R$ 70 mil em um carro achando que estamos andando em um carro de luxo quando na verdade ele não passa de carro de entrada que na verdade deveria custar em torno de R$ 30 mil e andamos em carros de R$ 30 mil que não passam de carroças.
A construção de carros globais como forma de reduzir os custos das montadoras fará com que plataformas mais modernas e mais alinhadas com o que existe em outras partes do mundo desembarquem por aqui mesmo que com alguns anos de atraso como no caso do Cruze. A obrigatoriedade do uso de airbags e abs, que deveriam ser itens padrão há séculos, também é muito bem-vinda.
As regras de segurança, de emissão de poluentes, os combustíveis, as ruas e estradas também devem ser condizentes com um país que quer pleitear um lugar ao Sol e que se enche de orgulho ao dizer que é um dos maiores mercados automobilísticos do mundo.
E para melhorar mais nós precisamos conhecer nossa relevância em tudo isso.
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Os sites são só para que conheçam o que é ofertado nos outros países. Não façam conversões. Não fiquem tristes.
http://www.ford.com/
http://www.toyota.com/
http://www.gm.com/
http://www.fiat.com/cgi-bin/pbrand.dll/FIAT_COM/home.jsp
http://www.renault.com/pages/index.aspx
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