6 e
pouquinho da manhã. Ligação da mãe da minha filha perguntando se eu tinha outro
número para falar com o médico que acompanhava a gravidez. Porque?
“Estou perdendo líquido”
O que isso significava? Que alguma coisa
estava acontecendo.
E eu sabia
muito bem o que estava acontecendo. Júlia antecipava sua vinda em 22 dias.
Pressa em conhecer o mundo. E eu nem viria para Recife nesse final de semana.
Prefiria ficar em Natal mesmo, mas como ainda não conheço quase ninguém por lá
e fariam 15 dias que não via minhã mãe resolvi aceitar o convite feito por meu
pai na sexta para comprar a passagem.
Ligo para
meu pai, falo com minha mãe e aviso ao amigo Leandro que dormia no colchão ao
lado. “Cara, advinha quem está nascendo?” Só que ainda faltava a confirmação.
Assim que
todos chegam ao hospital (eu, minha mãe, meu pai e meu irmão) recebemos a
notícia de Daniella. O parto está marcado para às 10:00.
Peraí.
Deixe-me organizar as idéias porque está sendo tudo muito rápido.
“Rapha, vai
assistir ao parto?” Meu pai me pergunta.
“Sei lá se
quero ou não.”
“Diga para
poder avisar. Se não aguenta é melhor falar.”
Aguentar
ver o parto? Cinco horas antes só pensava em dormir um pouco depois de dois
dias praticamente não dormidos por causa dos shows do Rock in Rio.
Ok. Eu vou
sim.
Não esqueça
de tirar fotos! Diziam todos.
Certo. Eu
tenho que ir para a sala de parto ver o nascimento da minha filha e me preparar
para tirar as fotos…!!
10:00,
10:10, 10:20… o tempo vai passando.
Me chamam
para me arrumar para poder acompanhar. Chego na sala e me deparo com o que
sempre acontece comigo nessas ocasiões. Incrivelmente fico mais tranquilo.
Sempre fico ansioso em momentos de tensão. Na verdade, nos momentos prévios
porque na hora mesmo a situação psicológica fica mais calma, mais branda. É a
vontade de que se chegue logo o momento e para que tude termine bem.
Acho que
não permaneci mais que 10 minutos na sala de cirurgia. Lembrei do que meu pai
havia dito. Só não precisa olhar quando estão cortando e tirando a criança
porque é meio forte. 1 segundo depois o médico me chama para ir ver porque a
moleca já iria nascer. Eu achei que era brincadeira porque mal haviam começado.
Pai, essa é
uma das partes mais interessantes. Impressionante como tudo é feito. A medicina
é única.
Ela está
nascendo…
Preparando
a máquina para bater as fotos… E o que você pensou na hora? Não faço a mínima
idéia.
E você a vê
e ouve o seu choro.
Reação
imediata? Alívio, sorriso…
Saio da
sala para avisar a todos. Nem é preciso. Todos já a viram passar para o
bercário. Abraços e parabéns.
Algumas
horas a mais de espera para poder vê-la no quarto. Pegar no colo? Meio sem
jeito, mas faz parte.
Parece com
quem? Acho que com ela mesma.
Qual a sensação? Ainda estou descobrindo. A ficha ainda não caiu.
Agradeço a todos por tudo o que fizeram.
Mãe, pai, irmãos, amigos, ex-sogra, família...
Agradeço a todos por tudo o que fizeram.
Mãe, pai, irmãos, amigos, ex-sogra, família...
Obrigado de coração!
Júlia

Parabéns meu irmão, que pena não pude estar nesse momento único em sua vida. E se repararem nessa foto a minha sobrinha esta a sua cara. Beijos
ResponderExcluirValeu irmão! Relaxa que quando vc tiver por aqui a gente vai tomar umas pra comemorar.
ResponderExcluirParabéns Rafa!!Ao nascer uma criança tbm nasce um pai e uma mãe,meio sem jeito pra pegar mas na 2º vez já pega a prática.Pai n é só o q gera,é o q se preocupa ,q se emociona por um pequeno gesto !Apreendemos tantas coisas mas como ser um pai e uma mãe a gente só sabe quando se tem um filho! Que júlia siga os passos do pai e da mãe e se torne uma mulher maravilhosa com as suas qualidades e as da Dani!Adoro vcs!!
ResponderExcluirSó faltou assinar. Hehehehe Fiquei curioso por saber quem é o autor do bonito recado. De quaquer modo, agradeço as palavras. Abraços.
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